Não que este poema seja um achado, um bem precioso encontrado em meio aos escombros de um entulho urbano. Talvez esteja muito longe disto. No entanto, foi a primeira vez em que me senti pressionado a escrever algo para uma data. Feira de trabalhos de meu colégio, há alguns anos, e minha professora de literatura do segundo ano me pede para eu escrever algo sobre a imagem. Na noite posterior ao solícito (era já adentrando o dia da feira)estas linhas se desemaranharam e viraram isso aí. Leia sempre a recomendação final da descrição desta caixa de trabalhos!
Imagino a imagem fixa a me olhar
Me vejo uma imagem solta a imaginar
Sou apenas um reflexo de uma imagem
Somos imagem da imaginação de alguém
Pelo que vejo, me guio
Mas no que sinto, acredito
É esta imagem assim tão importante
A ponto de querermos ver aquilo que não existe,
E deixar de acreditar naquilo que pensamos?
A mim não cabe tantas perguntas
Pois a resposta para todas estas é muito simples
Enquanto tiver algo de bom e de puro refletido em meus olhos
A mim só cabe
Não parar de imaginar.
Caixa de Trabalhos
Poiema, feitura, obra. O que aqui se inicia, talvez não se termine...se possível, boa leitura!
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
(...
Despair...
Pairo...
Permaneço...
Sinto contrito amargurado
O monstro em mim efervescendo...
Arremeto um cabo de panela
Me escondo entre as nuvens para o céu
Para a terra não ver...
(Para a terra não ver...)
Sou arremessado como um bloco sem vida
Ao palco do teatro dos sonhos inacabados
Minha memória se esvoa, pedaços tão pequenos
Que se chamam pensamentos
Até que se apaguem
Até que se escureça
E o sol não dê mais lua
E o brilho não seja vida
Seja só estrela...
Estrela morta...
Morte lenta...
Viajando o infinito...
Infinito que chegou ao fim.
Pairo...
Permaneço...
Sinto contrito amargurado
O monstro em mim efervescendo...
Arremeto um cabo de panela
Me escondo entre as nuvens para o céu
Para a terra não ver...
(Para a terra não ver...)
Sou arremessado como um bloco sem vida
Ao palco do teatro dos sonhos inacabados
Minha memória se esvoa, pedaços tão pequenos
Que se chamam pensamentos
Até que se apaguem
Até que se escureça
E o sol não dê mais lua
E o brilho não seja vida
Seja só estrela...
Estrela morta...
Morte lenta...
Viajando o infinito...
Infinito que chegou ao fim.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Espaço
Fundo preto
Constelação vazia
Prédios inacabados consomem minha visão
Sensação de espaço
Perdido
Desejo de terminar
Corro
Paro.
Pressinto e avisto uma nau a carregar meus pesadelos
Meus sonhos são lançados num mar sem tormenta
Cuja maresia eterna me faz singrar em contínua calmaria
Navego parado nas águas sem fim.
Constelação vazia
Prédios inacabados consomem minha visão
Sensação de espaço
Perdido
Desejo de terminar
Corro
Paro.
Pressinto e avisto uma nau a carregar meus pesadelos
Meus sonhos são lançados num mar sem tormenta
Cuja maresia eterna me faz singrar em contínua calmaria
Navego parado nas águas sem fim.
Ondas
Sons ecoam para longe
Sons dizem ser uma boa idéia
Sons conversam ao meu redor
Sombras me abraçam em vultos sinuosos
Tempos etéreos remontam o ribombar
Tempos ditam o ciclo vital
Tempos não mudam, pois passam e voltam
Tempestade revolta agride meu vale
Ventos e brisas agitam o mar
Ventos e brisas de uivos sibilantes
Ventos e brisas tornam-se tormentas
Venho como a bruma a dispersar-se em prados rasos.
Sons dizem ser uma boa idéia
Sons conversam ao meu redor
Sombras me abraçam em vultos sinuosos
Tempos etéreos remontam o ribombar
Tempos ditam o ciclo vital
Tempos não mudam, pois passam e voltam
Tempestade revolta agride meu vale
Ventos e brisas agitam o mar
Ventos e brisas de uivos sibilantes
Ventos e brisas tornam-se tormentas
Venho como a bruma a dispersar-se em prados rasos.
Jaqueline
Lábios da doce morena
Morena dos doces lábios
Doce da morena dos lábios
Lábios que me fazem suspirar...
Ela é a dona dos seus mistérios, quem a achará?
Envolvida nos seus segredos, quem os descobrirá?
Mágica, linda, menina, mulher...
Essa é aquela morena...
Essa é a morena dos doces lábios...
Essa é a morena que me faz suspirar...
Morena dos doces lábios
Doce da morena dos lábios
Lábios que me fazem suspirar...
Ela é a dona dos seus mistérios, quem a achará?
Envolvida nos seus segredos, quem os descobrirá?
Mágica, linda, menina, mulher...
Essa é aquela morena...
Essa é a morena dos doces lábios...
Essa é a morena que me faz suspirar...
Andarilho
Eu sou aquele que espreita...
Eu sou aquele que encanta...
Eu sou aquele que descobre os horizontes...
Para a passagem de outrem.
Eu sou o que perdeu seu maior estímulo
Eu sou o que arrastou suas duras correntes...
Eu sou o que matou o grande sonho de seu coração
Para o existir do jardim mais sagrado que homem algum jamais pisou.
Eu existo nas multidões, mas minha presença não é sentida
Eu estou na boca de muitos, mas no interior de poucos...
Como poderão me ouvir, se querem me sentir
Ou como hão de me entender, se ousam me definir como derradeira flor?
Torno-me então frio e metálico como os elos que me condenam a ser mortal e imortal ao mesmo tempo
Pois endureço a medida que o tempo, que corrói tanto a traça quanto a ferrugem
Esfria-me e aprisiona-me pois tímido e cego, não tenho como atender aos tantos clamores
Quem dera viesse uma alma que valesse a caminhada
E mostrasse-me aonde realmente estou e para onde devo ir e aonde minha presença deve existir
Imóvel estou e não há mão que me guie...
E aqui permaneço, desfalecendo, como há muito tempo que já me esqueço,
Pois apesar de passado, conjuro-me perene num eterno eco a ressoar...
Amor...
Amor...
Amor.
Eu sou aquele que encanta...
Eu sou aquele que descobre os horizontes...
Para a passagem de outrem.
Eu sou o que perdeu seu maior estímulo
Eu sou o que arrastou suas duras correntes...
Eu sou o que matou o grande sonho de seu coração
Para o existir do jardim mais sagrado que homem algum jamais pisou.
Eu existo nas multidões, mas minha presença não é sentida
Eu estou na boca de muitos, mas no interior de poucos...
Como poderão me ouvir, se querem me sentir
Ou como hão de me entender, se ousam me definir como derradeira flor?
Torno-me então frio e metálico como os elos que me condenam a ser mortal e imortal ao mesmo tempo
Pois endureço a medida que o tempo, que corrói tanto a traça quanto a ferrugem
Esfria-me e aprisiona-me pois tímido e cego, não tenho como atender aos tantos clamores
Quem dera viesse uma alma que valesse a caminhada
E mostrasse-me aonde realmente estou e para onde devo ir e aonde minha presença deve existir
Imóvel estou e não há mão que me guie...
E aqui permaneço, desfalecendo, como há muito tempo que já me esqueço,
Pois apesar de passado, conjuro-me perene num eterno eco a ressoar...
Amor...
Amor...
Amor.
Sandálias de Mercúrio
Corri para encontrá-la, o que achei?
Vestígios.
Corri para me encontrar, no que me achei?
Pedaços.
Pistas que ladrilham um caminho iluminado
O que sou?
Inexistência...
Somente há vida nos olhos de outrem
Os meus rastros se apagaram na memória
Cuja lembrança foi esquecida por alguém que não me lembro
Cujo nome desbotado foi apagado e sepultado.
Lúgubres areias temporais, vós sois as mais lúcidas!
Podem enxugar meu ânimo amargo
Tenho dentro de mim a reflexão de um ser que já fui
Vislumbro a ilusão de alguém que jamais serei.
É triste a dor de não viver...
Pior não é
Do que a ingênua dor de não pensar...
A mente divaga...
O coração acelera...
A mente divaga mais rápido
O coração dispara mais lépido
O coração pára.
A mente viaja.
Livre agora
Realmente estou.
Vestígios.
Corri para me encontrar, no que me achei?
Pedaços.
Pistas que ladrilham um caminho iluminado
O que sou?
Inexistência...
Somente há vida nos olhos de outrem
Os meus rastros se apagaram na memória
Cuja lembrança foi esquecida por alguém que não me lembro
Cujo nome desbotado foi apagado e sepultado.
Lúgubres areias temporais, vós sois as mais lúcidas!
Podem enxugar meu ânimo amargo
Tenho dentro de mim a reflexão de um ser que já fui
Vislumbro a ilusão de alguém que jamais serei.
É triste a dor de não viver...
Pior não é
Do que a ingênua dor de não pensar...
A mente divaga...
O coração acelera...
A mente divaga mais rápido
O coração dispara mais lépido
O coração pára.
A mente viaja.
Livre agora
Realmente estou.
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